Gesto nobre na linguagem dos sentimentos
A sensibilidade do ser humano, nos momentos afetuosos,
eleva a demonstração dos sentimentos e das emoções. A maneira de eu pensar
assim, me conduz a escrever o seguinte:
Quase sempre utilizo o ônibus como meio de transporte
para dirigir-me ao centro da cidade. Um desses dias, sol escaldante, estava na
parada de ônibus localizada à frente da loja “Nações Unidas”, aguardando para
retornar à minha casa.
O ônibus aproximava-se e verifiquei haver dificuldade
em descer à calçada. De repente sentir a mão de uma criança para ajudar-me a
descer. Com a outra mão, ela fez sinal para o motorista esperar. Conduziu-me
até a porta de entrada, eu não hesitei, beijei sua mão e lhe falei: muito
obrigada. Deus te abençoe.
Não houve tempo para perguntar o seu nome, mas tenho
certeza que lembrar-me-ei dessa criança por toda a vida. Ao sentar-me no
ônibus, detive-me no meu pensamento, lembrando aquele gesto nobre. Lagrimejei,
porque tocou-me profundamente.
Calculadamente, essa menina deve ter entre 9 e 10 anos
de idade, pequena, mas já possuindo o princípio da formação de um bom caráter,
demonstrando sua bondade, respeito e solidariedade humana. Naturalmente, deve
ser reflexo da educação familiar e da escola onde estuda.
Na maioria das vezes, nós, seres humanos, esquecemos
de estender a mão, de olharmos nos olhos das pessoas que queremos bem e
daqueles que não conhecemos; de partilharmos com humildade, de respeitarmos as
divergências e opiniões, de compreendermos o ser humano na sua maneira de ser
como pessoa, tendo suas próprias manias e seu deslizes.
Podemos acreditar que é possível colocarmos em
prática, as nossas virtudes, cultivar os nosso sentimentos e nossas emoções,
espargindo com nossos gestos nobres, os momentos afetuosos que fazem parte das
nossas vidas.
