sábado, 4 de julho de 2026


 

Gesto nobre na linguagem dos sentimentos

A sensibilidade do ser humano, nos momentos afetuosos, eleva a demonstração dos sentimentos e das emoções. A maneira de eu pensar assim, me conduz a escrever o seguinte:

Quase sempre utilizo o ônibus como meio de transporte para dirigir-me ao centro da cidade. Um desses dias, sol escaldante, estava na parada de ônibus localizada à frente da loja “Nações Unidas”, aguardando para retornar à minha casa.

O ônibus aproximava-se e verifiquei haver dificuldade em descer à calçada. De repente sentir a mão de uma criança para ajudar-me a descer. Com a outra mão, ela fez sinal para o motorista esperar. Conduziu-me até a porta de entrada, eu não hesitei, beijei sua mão e lhe falei: muito obrigada. Deus te abençoe.

Não houve tempo para perguntar o seu nome, mas tenho certeza que lembrar-me-ei dessa criança por toda a vida. Ao sentar-me no ônibus, detive-me no meu pensamento, lembrando aquele gesto nobre. Lagrimejei, porque tocou-me profundamente.

Calculadamente, essa menina deve ter entre 9 e 10 anos de idade, pequena, mas já possuindo o princípio da formação de um bom caráter, demonstrando sua bondade, respeito e solidariedade humana. Naturalmente, deve ser reflexo da educação familiar e da escola onde estuda.

Na maioria das vezes, nós, seres humanos, esquecemos de estender a mão, de olharmos nos olhos das pessoas que queremos bem e daqueles que não conhecemos; de partilharmos com humildade, de respeitarmos as divergências e opiniões, de compreendermos o ser humano na sua maneira de ser como pessoa, tendo suas próprias manias e seu deslizes.

Podemos acreditar que é possível colocarmos em prática, as nossas virtudes, cultivar os nosso sentimentos e nossas emoções, espargindo com nossos gestos nobres, os momentos afetuosos que fazem parte das nossas vidas.

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